A melhor motivação são os resultados.
Parece incrível como em algum momento da minha vida eu achei sentido nesta forma de trabalhar. É claro, é perfeito para quem tem um saco, mas péssimo para quem sai pelos buracos, que são pessoas a quem nós devemos o cumprimento de uma promessa.
Consegues imaginar a taxa de retenção a um ano de um negócio com esta filosofia? Uns 20%. No meu caso concreto, à época: 18%. Isto significa que, ao fim de um ano, somente 2 em cada 10 pessoas se mantêm no negócio. Sabendo que o dinheiro sério está na retenção, muito mais do que no recrutamento, temos aí um belo sistema de trabalho… para aquecer. Aliás, falando de residuais e de independência financeira, tudo isto é uma tragédia, pois no dia em que deixares de recrutar, a tua organização começa a morrer.
Uma filosofia errada de vida pode ser um belo de um tiro no pé.
As nossas acções derivam de uma determinada filosofia de vida. Naquele grupo o foco era realmente “dinheiro”, mesmo que fosse dito que não fôssemos atrás dele mas sim que aprendêssemos a atrai-lo, na realidade as acções que nos eram ensinadas tinham como finalidade trazer gente, fosse como fosse, e fazer volume custasse o que custasse.
Esse é o marketing de rede velho. O da perseguição de pessoas, das técnicas de envolvimento e de persuasão. Esse marketing de rede morreu.
O novo marketing de rede está alicerçado no “serviço”. Imagina a diferença:
- No marketing de rede velho, colocas o máximo número de pessoas para teres o teu cheque bem gordo: as pessoas servem os teus objectivos.
- No novo marketing de rede assumes um compromisso de trabalhares com elas até à realização dos sonhos delas (ou o teu patrocinador contigo).
Hoje já não existem nem sacos-rotos nem recrutamentos à pazada. O trabalho é profissional e ético e não pode ser de outra forma. Tem de respeitar o prospecto, identificar o que ele procura, achar soluções para os seus desejos.
Quando alguém se torna teu distribuidor, tens de identificar os seus sonhos, tens de poder dar-lhe o espaço para que realize o seu potencial e exprima o seu valor, ao mesmo tempo que tens de verificar quais os seus pontos fracos, o que é que ainda não sabe e que precisa aprender, e precisas de lhe proporcionar ferramentas que lhe permitam desenvolver-se.
Este trabalho tem de ser feito um-a-um. Precisas de desenhar um plano de acção adequado à sua personalidade, aos seus gostos, objectivos e às suas circunstâncias. O tempo da carneirada acabou. Hoje tens de valorizar o indivíduo e tens de o servir para que se realize profissionalmente, pessoalmente e que, em consequência, ganhe dinheiro sério.
Se não fazem isto contigo e/ou se não fazes isto com os teus distribuidores, temo bem que andes a perder o teu tempo a trabalhar à superfície em vez de trabalhares profundamente com cada pessoa nova.
O trabalho em profundidade com cada pessoa, gera amizade, companheirismo, cumplicidade e… resultados. Se pensares bem, não precisas de um batalhão de distribuidores, se eles estiverem comprometidos. Se tiveres somente 5 na primeira linha, cada um deles tiver também 5, e por aí fora, ficas mais rico do que alguma vez sonhaste.
Lembras-te das métricas do velho marketing de rede? 18% retenção? Com esta filosofia de trabalho os números sobem a mais de 60%. E, curiosamente, toda a gente no grupo se sente melhor, mais feliz, apreciada e produtiva.
Há um pequeno “senão” contudo.
Não basta ter a filosofia de trabalho certa, precisas também de ter um método, ou um “sistema” como lhe queiras chamar, que dê corpo a esta filosofia.
Depois da filosofia e do método, precisas de um grupo de pessoas sintonizadas na mesma frequência e que criem o ambiente onde cada distribuidor tem o que necessita para crescer a todos os níveis.
O nosso negócio não é vender bens nem recrutar pessoas: é contribuir para criar pessoas melhores: mais generosas, produtivas, de elevada auto-estima mas com humildade para ajudar e deixar-se ajudar.
E deixa-me que te diga uma coisa: no dia em que achares que sabes o que é melhor para o teu prospecto e tentares impingir-lhe a tua ideia, esse é o dia em que dás mais um tiro no pé. Ele não está ali para que tu construas uma grande organização e ganhes muito dinheiro. Tu é que estás ali para que ele realize os sonhos dele, sejam eles quais forem, e que podem ser bastante diferentes dos teus.
Tu, como prospecto ou como distribuidor, tens direito a que o teu patrocinador cumpra a promessa de liberdade financeira que te fez, proporcionando-te os meios as ferramentas e o ambiente propícios para desenvolveres o teu potencial, expressares a tua personalidade e o teu valor e realizares os teus próprios sonhos.
Não te esqueças, a cada tiro no pé ficas mais coxo. Desconfia quando te disserem para fazer mais do mesmo, se o que tens feito até agora é dar tiros em ti mesmo.
Abraço forte.

Sem comentários:
Enviar um comentário